Igreja de S. Vicente / Mosteiro de Tibães



Igreja de São Vicente



A Igreja de São Vicente, ou Igreja Paroquial de São Vicente, é uma igreja barroca situada na freguesia de São Vicente, de acordo com a inscrição de uma lápide colocada na face direita do portal de entrada do templo, a fundação da Igreja remonta ao ano de 656.
Desta primitiva construção, provavelmente destruída pelos Árabes, resta uma lápide epigráfica visigótica, com a seguinte inscrição: “Aqui descansa Remistuera, desde o primeiro de Maio de 618, dia de Segunda-feira, em paz, ámen”. Esta é a primeira referência conhecida ao primeiro dia da semana denominado Segunda-feira.
Em 169, S. Vicente seria completamente remodelada, de acordo com os cânones da arte barroca. O órgão é da autoria do mestre organeiro Francisco António Solha e remonta ao ano de 1769, já o coro é atribuído a Carlos Amarante.
O monumento foi considerado Imóvel de Interesse Público em 1986.


Interior
  


















Mosteiro de Tibães

Mosteiro de Tibães ou Mosteiro de São Martinho de Tibães, englobando a Igreja de Tibães e o Cruzeiro de Tibães, situa-se em Mire de Tibães, concelho de Braga e foi fundado no século XI.
Foi Cabeça do Couto de Tibães até ao início do século XIX. Era constituído pelas freguesias de Mire de Tibães, Padim da Graça, Panóias, Parada de Tibães e Merelim de São Paio.
O mosteiro foi fundado em finais do século X, inícios do XI, foi reconstruído no último terço do século XI, transformando-se, com o apoio real e a concessão de Cartas de Couto, num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal. É também um dos mais representativos espaços monásticos barrocos do nosso país devido ao Movimento da Reforma e o fim da crise religiosa dos séculos XIV a XVI.
Com a extinção das ordens religiosas, em Portugal, em 1833-1834, a história do Mosteiro de Tibães alterou-se. Passando para mãos particulares, que lhe alteraram o uso e desvirtuaram as funções, o mosteiro entra em longa agonia, que resultou na sua ruína, no abandono triste a que foi votado é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis.
Adquirido pelo Estado Português em 1986, logo se iniciou um projecto de recuperação que, através das obras "de salvação" prioritárias e de intervenções provisórias no Edifício e na Cerca, deu os seus frutos permitindo oferecê-lo à fruição pública, o Mosteiro de São Martinho de Tibães é hoje um Imóvel de Interesse Público. Sofrendo de imediato obras de salvação, que lhe estancaram a ruína, foi alvo, a partir de 1988, de um programa integrado de reabilitação que lhe tem vindo a devolver a dignidade e a beleza.
O Mosteiro de Tibães que integra a Igreja, os Edifícios Conventuais e a Cerca, preenche-se com a comunidade paroquial de Tibães, os percursos de conhecimento do património cultural e natural do Ministério da Cultura e desde Setembro de 2009, a valência de acolhimento e espiritualidade com a Comunidade Religiosa.